Publicado por: Cleuber Roggia em: 11/07/2008
por Maria Luiza Pacheco
A expressividade através do teatro é um leque que potencializa nos sujeitos a experiência do ato da criação. Tal experiência ultrapassa todos os sentidos corporais. O corpo é um importante instrumento que pode tanto absorver e refletir informações com o mundo externo e também com o mundo interno, é um meio por excelência de comunicação.
A produção da experiência ultrapassa todos os sentidos corporais, pois quando os sujeitos se entregam para a teatralidade há uma sintonia indescritível entre esses dois mundos e diante disso, muitas questões individuais podem ser trabalhadas, pois o corpo torna-se um receptáculo, uma matéria permeável de fabricação de sentidos.
Conforme, DERDYK[1] (2001) o corpo que é habitado por um mim, imerso neste leque quase infindável de eventos perceptíveis e fugazes, é bombardeado a todo instante.
O jogo de criação através desta proposta teatral é uma estratégia utilizada para captarmos as vivências incomunicáveis, aquelas que ficam submersas no inconsciente, tal metodologia é uma âncora a qual lançamos para captarmos a forma, a linguagem que estava habitada de alguns curtos-circuitos (conflitos), de alguns descompassos, isto acontece porque o corpo habitado pelo sujeito está em desalinho com as experiências provindas do mundo externo expressando a crise de um circuito incessante entre e receptáculo e o receptor, por isso o trabalho com o teatro se torna um meio para acionar o ato criativo e reconstruir algumas experiências.
A vivência de um corpo precisa ser a povoada de experiências entrelaçadas as quais intermediam as experiências dos dois mundos, do mundo externo onde fica a fonte de informações sensoriais, e do outro lado cabe a função de através de tal técnica reapresentar a esse mundo a um corpo de experiências reconstruídas e reconceituadas. Convergência focal entre a alteridade e continuidade
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[1] DERDYK, René. Ponto de Chegada, ponto de partida. In: A invenção da vida: arte e psicanálise. Porto Alegre: artes e ofícios, 2001.
Fonte: www.psicologiaemcena.zip.net
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